Oscar abre vaga ao Brasil ao lado de Zeus

 Tivemos três grandes super-heróis. Com a despedida de Oscar, mais nenhum.

Oscar nas Olimpíadas de Moscou (redes sociais/reprodução)


Não falamos de heróis, mas de super-heróis. 

Super, tivemos três nos esportes: Pelé, Ayrton Senna e Oscar. O que os diferencia dos demais fora de série é o histórico de dedicação extrema ao aperfeiçoamento individual para a conquista coletiva entendida como nação. 

Além do feito extraordinário, muito acima do que se poderia imaginar, carregaram verdadeiramente o país com eles. Se mostraram, em todos os momentos, abaixo do Brasil. Coincidentemente, ou não, os três tinham na personalidade traços marcantes de meninice. Carisma.

Como eles, talvez apenas Gustavo Kuerten. O tenista foi muito além do que tivemos até hoje, merece toda nossa admiração, mas não fincou bandeira no Olimpo. Éder Jofre conquistou  títulos, mas não foi tão carismático.

Abriu vaga ao Brasil ao lado de Zeus.

(Trecho da crônica "Meninos moleques", publicado em Ponto Incomum)

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