Eleições de 2026 alça pretos, indígenas, latinos, árabes, mulheres e gays a posições inéditas na representação política
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| Ilustração: Blog do Lívio Lamarca/IA |
A onda de descontentamento com Donald Trump e com a extrema-direita foi muito maior do que esperavam os próprios opositores.
A manifestação nas urnas, também, foi superior. Onde o voto não é obrigatório, os jovens acompanharam a tendência mundial e participaram do pleito, invertendo a curva dos últimos pleitos. A insatisfação com a economia e a política externa do atual ocupante da Casa Branca talvez tenham sido determinantes, mas não explicam a derrota por si só.
Os democratas superaram a maioria mínima de 218 parlamentares na Câmara dos Deputados, conquistando cerca de 228 cadeiras. Também assumiram o controle do Senado, com 54 assentos. Passaram da maioria simples de 51 cadeiras tomando sete postos dos republicanos. A diversidade marca esta eleição, influenciada pelo movimento de reorganização da sociedade contra o crescimento da extrema-direita em vários países desde meados da década passada.
Mulheres de toda cor
Pela primeira vez, uma mulher negra foi eleita governadora de um estado americano.
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| Keisha Bottoms (divulgação) |
A disputa acirrada no reduto robusto dos republicanos foi impulsionada pelo crescimento da região metropolitana de Atlanta. Keisha derrotou um adversário que investiu mais de US$ 200 milhões de sua própria fortuna na campanha. O desequilíbrio financeiro não se converteu em vantagem eleitoral.
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| Gina Hinojosa(Wikipédia/repdução) |
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| Deb Haaland (divulgação) |
Diversidade no Legislativo
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| El-Sayed (divulgação) |
A vitória ocorreu em um dos estados-pêndulo do Meio-Oeste, onde a comunidade muçulmana tem presença significativa e El-Sayed construiu uma campanha com foco em saúde pública e oposição à ajuda militar incondicional a Israel. Teve o apoio da ala mais progressista do Partido Democrata, como Bernie Sanders.
O
democrata Chris Pappas derrotou o ex-senador republicano John Sununu
em New Hampshire e se tornou o primeiro homem abertamente gay eleito
para a Câmara Alta do Congresso dos Estados Unidos. Pappas, de 46
anos, ocupava uma cadeira na Câmara dos Representantes desde 2019 e
manteve a vaga sob controle democrata, que pertencia à senadora
Jeanne Shaheen.
Chris Pappas (redes sociais)
A vitória ocorre em um estado onde a administração de Donald Trump é impopular e foi obtida sem que o candidato fizesse de sua orientação sexual o eixo central da campanha. Ele promete aumentar os impostos dos bilionários.
A oposição democrata também conquistou cadeiras no Senado em estados como Texas, Ohio, Iowa, Kansas, Carolina do Norte e Carolina do Sul, redutos marcadamente republicanos em eleições nacionais. A soma dessas vitórias em estados de perfil conservador abre espaço para propostas mais liberais, ao menos moderadas, onde vinha se solidificando a intolerância e o reacionarismo.





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