A partir de 19 de outubro valor mínimo por família sobe para R$ 691,00
| Foto: Tânia Rêgo/Ag. Brasil |
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17/9) um reajuste de 15,04% no programa Bolsa Família. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a atualização segue a previsão legal de repasse inflacionário aos beneficiários. Ele explicou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado desde o início do programa até agosto foi de 15,04%.
Esta
é a primeira atualização dos valores desde o relançamento do
programa, em março de 2023. Com o reajuste, o valor mínimo mensal
por família passa de R$ 600,00 para R$ 691,00. A média dos pagamentos
sobe de R$ 675,00 para R$ 777,00, enquanto o benefício individual aumenta
de R$ 142,00 para R$ 164,00.
O reajuste começa a ser pago na folha de outubro, a partir do dia 19. O custo imediato para os cofres públicos em 2026 está estimado em R$ 5,8 bilhões. O impacto total projetado até o final de 2027 chega a R$ 27,8 bilhões.
Campanha eleitoral
A oposição articula provocar a justiça contra a medida, considerando-a eleitoreira. A crise no STF mostra que é possível encontrar juízes para decidir pelo que quer que seja. Mas, tecnicamente, é apenas a reposição da inflação, além de não aumentar a base de beneficiados, só vale para quem já está apto ao programa.
A turma de cima da pirâmide social, sempre que a parte baixa ganha um respiro, chia. O argumento é a pressão sobre as contas públicas. O governo afirma que a economia abriu brecha para a inclusão do reajuste no orçamento. Parte da folga surgiu na correção do programa. Durante o governo de Jair Bolsonaro houve relaxamento na inclusão, causado não apenas pela desorganização, mas também pela pandemia.
Nas contas oficiais, o pente-fino e a organização levaram à redução do gasto com o Bolsa Família de 1,5% para 1,25% do PIB, já contado o reajuste.
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