O corte de 0,5 ponto percentual foi justificado por pressão externa e cenário de longo prazo
| Foto: Vlada Karpovitch |
O Banco Central anunciou o corte a menos de 20 dias da eleição. O movimento seguiu as expectativas do mercado.
O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela.
Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião mostra uma moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos, embora ainda em patamar resiliente, e mercado de trabalho aquecido.
Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram, situando-se abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, porém ainda acima da meta.
Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista.
As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,9% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2% no cenário de referência
O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.
Veja a íntegra da nota do Banco Central
Os juros nos EUA
A taxa de juros nos Estados Unidos foi no sentido contrário. O Fed, o banco central norte-americano, anunciou o primeiro aumento dos últimos três anos.
Com 0,25 ponto percentual, a banda da taxa está entre 3,75% e 4%. A justificativa é a instabilidade do preço do petróleo em função da guerra no Oriente Médio e a necessidade de incrementar o emprego.
A inflação tem corroído o apoio a Trump nas eleições para o Legislativo, em novembro.
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