Mesmo com Felipão na linha de frente, o coordenador de seleções tem o
semblante feliz de quem participa ativamente da evolução seleção. E mostra a cara lá,
do banco de reservas.
Derrotar a Espanha, ainda que não seja no torneio maior do
futebol mundial, pode se tratar de uma vitória pessoal marcante, a despeito de ostentar o título da competição de 2005.
Profundo conhecedor e estudioso, o coordenador técnico é protagonista na solidificação da mais contundente modificação da cultura
tática do Brasil desde os anos 50.
Defensor aberto de uma guarda disciplinada sempre atrás da
linha da bola, com pelo menos 9 homens, tratava de abrasileirar a retranca
dominante nos campos europeus , estratégia entediante cuja marca foi
transformar 1 X 0 em goleada. Conquistou
a Copa de 94, não por acaso, numa disputa de pênaltis. Fincara ali sua bandeira de que o mais
importante que jogar bonito é vencer.
Apesar das críticas, lavara a alma dos defensores da
malfadada formação de Sebastião Lazaroni em 90, a negação do futebol nacional,
sobretudo da cadência do estilo carioca. No período, às equipes fluminenses
restou o papel de coadjuvante nos campeonatos nacionais, enquanto Felipe
Scolari, com pecha de retranqueiro, subia ao panteão das celebridades.
A Espanha, como tem jogado nos últimos anos, é o Brasil que
Parreira ajudou a enterrar. Vencer a campeã mundial seria a pá de cal sobre seus
detratores. No Maracanã, então, lhe seria dulcíssimo.
0 Comentários