Pressão alta


A virulência da indignação da direita militar ao editorial d’O Globo, considerando o apoio ao golpe de 64 um erro, explica a incredulidade da maioria da esquerda no “mea culpa” publicado no fim de agosto.
O Clube Militar, no artigo “Equívoco, uma ova!” , acusa a família Marinho de “mentir deslavadamente” por medo dos projetos de controle social da mídia. E justificou:

“...o apoio ao Movimento de 64 ocorreu antes, durante e por muito tempo depois da deposição de Jango; em segundo lugar, não se trata de posição equivocada “da redação”, mas de posicionamento político firmemente defendido por seu proprietário, diretor e redator chefe, Roberto Marinho, como comprovam as edições da época; não foi, também, como fica insinuado, uma posição passageira revista depois de curto período de engano, pois dez anos depois da revolução, na edição de 31 de março de 1974, em editorial de primeira página, o jornal publica derramados elogios ao Movimento; e em 7 de abril de 1984, vinte anos passados, Roberto Marinho publicou editorial assinado, na primeira página, intitulado “Julgamento da Revolução”, cuja leitura não deixa dúvida sobre a adesão e firme participação do jornal nos acontecimentos de 1964 e nas décadas seguintes.”

 

 

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