Ministro acusa oposição de cancelar reunião com governo dos EUA

 Secretário do Tesouro de Donald Trump alegou falta de espaço na agenda  

Fernando Haddad (Marcelo Camacho/Ag. Brasil)

 A reunião estava prevista para esta quarta-feira (13/8) entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent. 

Segundo Haddad, 

“A militância anti-diplomática dessas forças de extrema-direita que atuam junto à Casa Branca teve conhecimento da minha fala, agiu junto a alguns assessores, e a reunião virtual que seria na quarta-feira foi desmarcada”, 

declarou Haddad em entrevista ao canal de notícias GloboNews nesta segunda-feira (11/8).

Na semana retrasada, o ministro havia informado que Bessent o procurou para discutir o tarifaço do governo Donald Trump sobre produtos brasileiros. Inicialmente, o encontro seria por videoconferência e, posteriormente, presencial.

Haddad disse ter sido informado do cancelamento por e-mail, "um ou dois dias depois" de o próprio secretário de Tesouro dos EUA ter anunciado a reunião à imprensa. 

O ministro considera a motivação do cancelamento política, não econômica. "Argumentaram falta de agenda. Uma situação bem inusitada. O que fica claro para nós é que a questão comercial não está em foco", afirmou. Segundo Haddad, a extrema-direita agiu "junto a alguns assessores do presidente Trump", fazendo com que a reunião virtual não fosse remarcada até o momento.

Figueiredo Nega boicote

O jornalista e militante da extrema-direita, Paulo Figueiredo, que, nos Estados Unidos, tem atuado por interferências da Casa Branca no julgamento, negou ter boicotado a reunião. Em entrevista ao canal de notícias CNN, ele afirmou que não tem ingerência sobre as decisões do governo dos EUA.

Figueiredo, ao lado de Eduardo Bolsonaro, havia semanas antes declarado em redes sociais que agiria por ações contra o governo brasileiro.

Depois que a sanção ao ministro do STF Alexandre de Moraes foi anunciada, precedida pela maior alíquota da sobretaxa aplicada a vários países por Trump, os bolsonaristas perderam apoio da opinião pública. 

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