Padre desmente transferência de paróquia ao comunicar acato à censura
| Pe. Júlio Lancellotti (reprodução/Wikipédia) |
Transmissões ao vivo de missas e manifestações nas redes sociais estão proibidas ao padre Júlio Lancelotti. A ordem direta do arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, no último domingo (14/12), não foi justificada até o momento. Não há qualquer informação sobre o tema no sítio oficial da arquidiocese paulistana.
Responsável pela Paróquia de São Miguel Arcanjo, na Mooca, desde 1986, ele se tornou líder religioso de destaque e referência no catolicismo em São Paulo por seu trabalho junto a moradores de rua, menores infratores e crianças com HIV.
Desde a ascensão da extrema-direita entre os conservadores, ele vem sendo alvo de ataques de deputados e vereadores deste campo político.
Já foi acusado de abuso sexual de menores, cuja investigação atestou improcedência. A tolerância religiosa manifesta do padre também foi formalmente acusada de desrespeito ao catolicismo.
| Comunicado do Pe. Lancellotti (reprodução) |
Lancelotti, em entrevista à Folha de São Paulo, informou que acatará integralmente a determinação da arquidiocese. Em comunicado, desmentiu rumores de que seria transferido para outra paróquia.
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