Historiadora revisa morte de JK e acusa assassinato pela ditadura

Versão ainda depende de votação final de comissão para alterar atestado de óbito

Opala em que JK e seu motorista morreram (reprodução)

A Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) analisa um relatório que contesta a versão oficial do acidente que matou o ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK) em 1976.

Elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, o documento conclui que JK foi assassinado pela ditadura militar. A base da contestação são perícias recentes e um inquérito do Ministério Público Federal que apontaram inconsistências nos laudos da época, como simulações digitais que descartam a colisão com um ônibus da Viação Cometa.

A versão anterior, de morte acidental, foi sustentada pelas investigações oficiais da ditadura, ratificadas pela Comissão Nacional da Verdade em 2014, por uma comissão externa da Câmara dos Deputados em 2001 e pela reabertura do caso pela polícia em 1996.

O relatório tem mais de 5.000 páginas e, segundo apuração divulgada pela “Folha de São Paulo”, conta com cinco votos favoráveis entre os sete conselheiros da comissão.

A votação foi adiada para que os membros pudessem analisar todo o material. Se aprovado, o parecer poderá retificar as certidões de óbito de JK e de seu motorista, Geraldo Ribeiro, registrando que as mortes foram causadas por perseguição política do Estado brasileiro.


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