Ligeira ascendência de Lula é interrompida após deflagração da crise no STF
| Dados e elaboração: Nexus (reprodução) |
A variação se deu dentro da margem de erro da pesquisa, mas torna-se significativa quando vista da perspectiva do confronto direto, quando pode indicar aumento consolidado. No cenário de segundo turno, o bolsonarista aparece em vantagem mínima sobre o petista pela primeira vez,
O escritor Augusto Cury (Avante) segue em distante e isolado terceiro lugar, com 9%.
O levantamento, de acordo com o Nexus, indica maior convicção do eleitorado. O percentual de votos já decididos bateu o maior patamar já registrado pela série histórica do instituto. Entre os entrevistados que já escolheram um nome no primeiro turno, 81% afirmam que sua decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Apenas 17% dizem que ainda podem alterar sua escolha, enquanto 1% não soube responder.
Entre os eleitores de Lula no primeiro turno, 90% garantem que o voto já está definido, enquanto 84% dos eleitores de Flávio Bolsonaro afirmam o mesmo.
O recorte por identidade política aprofunda a rigidez: 90% dos lulistas convictos e 87% dos bolsonaristas convictos asseguram que não mudarão de voto até outubro de 2026, evidenciando um cenário de lados já fortemente trincheirados.
TABELAS COM OS NÚMEROS DA 13ª RODADA
Abaixo, a representação tabular dos principais dados do levantamento:
Primeiro turno (cenário estimulado) – Comparativo 12ª x 13ª rodada
-
Candidato
12ª rodada (anterior)
13ª rodada (atual)
Variação
Lula
39%
39%
–
Flávio Bolsonaro
33%
35%
+ 2 p.p.
Augusto Cury
11%
9%
– 2 p.p.
Ronaldo Caiado
5%
4%
– 1 p.p.
Renan Santos
3%
4%
+ 1 p.p.
Zema
1%
1%
–
Segundo turno (Lula x Flávio Bolsonaro) e variação
Candidato |
Intenção de voto |
Variação em relação à rodada anterior |
|---|---|---|
Flávio Bolsonaro |
46% |
+ 1 p.p. |
Lula |
45% |
– 1 p.p. |
Consolidação do voto no primeiro turno
Situação da decisão |
Percentual |
|---|---|
Já decidiram e não vão mudar |
81% |
Podem mudar de voto |
17% |
Não sabem / Não responderam |
1% |
Fidelidade do eleitorado por candidato e espectro ideológico
Grupo de eleitores |
Percentual que afirma ter voto já definido |
|---|---|
Eleitores de Lula |
90% |
Eleitores de Flávio Bolsonaro |
84% |
Lulistas convictos |
90% |
Bolsonaristas convictos |
87% |
* Elaboração: Blog do Lívio Lamarca - Fonte: BTG/Nexus
Foram ouvidos 2.002 eleitores, por telefone, entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.
STF ganha peso determinante na eleição
A convicção do eleitorado torna os fatos externos à campanha fundamentais no resultado. A crise no STF, entendida como confronto direto entre lulistas (apoiadores de Alexandre de Moraes) e bolsonaristas (o grupo de André Mendonça), pode criar motivação o bastante para a mudança de posição, ao menos de uma pequena parcela de eleitores convictos.
O cenário é preocupante especialmente para o incumbente. Até o estouro da crise decorrente das investigações do caso Master, Lula abria curva ascendente em projeção a eleição em primeiro turno. A reação do governo diante do conflito divide os envolvidos em sua campanha.
A solução do presidente do STF, Edson Fachin, não exige menos cuidado, sob pena de influenciar no resultado das eleições.
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