STF confirma afastamento de diretores da PF determinado por Mendonça

 Segunda Turma faz maioria em plenária virtual, com pedido de vista de Gilmar Mendes

Andrei Rodrigues, o diretor da PF afastado (Lula Marques/Agência Brasil)

Decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, deve ser contestada judicialmente por Lula. O advogado-geral da União, Jorge Messias, deve recorrer ao Conselho do STF.

Mendonça afastou dois diretores da Polícia Federal (PF) sob a alegação de que produziam relatórios à margem da atuação legal e direcionados a prejudicar investigações sobre a relação do colega ministro Alexandre de Moraes com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro.

Os relatórios, sem timbre da PF, foram citados por Moraes para justificar uma abertura de investigação contra Mendonça.

O relator do caso Master recorreu à Segunda Turma para confirmar a decisão. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques formaram maioria ao acompanharem a André Mendonça. Dias Toffoli não proferiu seu voto. O ministro Gilmar Mendes pediu vista.

A suspensão não impede o afastamento temporário. Assim, já desde esta terça-feira (8/9), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada de Castro.  


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