Segue o jogo…

ACEESP dá toquinho por baixo da bola e salta sobre o carrinho corintiano. Mantém o fair play no cerceamento da circulação de jornalistas no estádio onde o clube manda os seus jogos.
O presidente da entidade, Luiz Ademar, nos informou que o argumento do clube para assumir o controle da entrada se justificava até 2010, quando assumiu o mandato e combateu o excessivo número de jornalistas que frequentavam o Pacaembu em partidas do Corínthians fora do horário de trabalho, alguns vestidos com o uniforme do time.

Triagem: relação de subordinação entre duas partes
Segundo Ademar, a responsabilidade da fiscalização é dos funcionários dos clubes e da Federação Paulista de Futebol, mas postou uma funcionária no setor de imprensa para sanar o problema reclamado em reunião pela FPF. “Fizemos um trabalho maravilhoso e deixamos o Pacaembu organizado”.

Ao exercer legalmente o direito de controlar o acesso, respeitando o direito de profissionais credenciados pela ACEESP de entrar no estádio, o clube passa a exigir das chefias dos veículos a confirmação de quais profissionais estarão em jornada de cobertura da partida para autorizar o livre trânsito. Os demais ficam restritos ao saguão, também sem conexão de banda larga nem tv a cabo fornecidas pela associação de cronistas até a dispensa.  

Dizendo-se juridicamente de mãos atadas, Ademar foi diplomático. “O Corinthians não quer que jornalistas corintianos, que não estejam em serviço, entrem de graça no estádio. Quer que eles paguem ingresso como todos os torcedores... É antipático? É! É permitido por lei (selecionar os jornalistas)? É!”

As consequências revelam mais que antipatia no episódio. A desculpa de cobrar ingressos de jornalistas fora da jornada de trabalho não acresce mais que uma dezena o número de ingressos vendidos, mas envolve valores imensuráveis ao próprio nome e à democracia.

Uma partida é uma oportunidade de estreitar relações com as fontes, checar informações, levantar pautas. Jornalista está sempre trabalhando, dentro ou fora da jornada, confinado ou não.

Por isso também incomoda mais que parentes e amigos de dirigentes ou jogadores que se misturam aos profissionais nas áreas restritas à imprensa, incluindo a sala de entrevistas coletivas e áreas do vestiário no estádio.

Limitar o trabalho de veículos nos estádios envolve questões econômicas tratadas na evolução dos negócios do futebol. Este caso vai além.

O Corínthians vai tratar diretamente com os veículos quem participará da cobertura de jogos. É questão política.

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