Ministro nega retaliação imediata a Trump, mas admite aplicação da lei da reciprocidade se custo Bolsonaro de 50% vigorar em agosto
| Ministro Haddad (Márcio Camargo/Ag. Brasil) |
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil não abandonará as negociações com os EUA, apesar da ameaça de tarifas de 50% sobre exportações brasileiras a partir de 1º de agosto. As tentativas de negociação, porém, não evoluíram, apesar da insistência do governo brasileiro.
De acordo com ele, ocorreram 10 reuniões com autoridades americanas em 2024, nas quais recebeu sinalização de que a taxa inicial,10%, poderia ser reduzida, mas não foi o que ocorreu quando o tarifaço foi divulgado. Após o anúncio, foram enviadas duas cartas oficiais, em maio e julho, mas, sem resposta, por ora.
Por isso ele disse esperar uma resposta dos EUA até 1º de agosto. Caso não aconteça, eventuais medidas seguiriam a Lei da Reciprocidade sem "pagar na mesma moeda".
As declarações foram durante entrevista nesta segunda-feira (21/7) à rádio CBN, em que Haddad sublinhou a escalada tarifária motivada por apoio de Trump a Bolsonaro. O ministro criticou o ataque aos interesses nacionais pela extrema-direita brasileira e a intenção dos Estados Unidos de investigar o Pix.
Socorro aos setores afetados por tarifaço
O ministro afirmou que prepara planos de contingência para setores afetados, a serem apresentados a Lula ainda nesta semana.
Para mitigar efeitos das tarifas, caso entrem em vigor, Haddad enumerou como alternativa a priorização de linhas de crédito e apoio setorial, seguindo modelo adotado no Rio Grande do Sul quando da enchente.
Apesar da possibilidade de gastar mais que o previsto para atenuar a pressão tarifária, ele garantiu a manutenção da meta fiscal, prometendo “o melhor resultado dos últimos 12 anos” até 2026.
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