Aprovação do governo Lula sobe, mas negativo ainda predomina

Pesquisa Genial/Quaest mostra recuperação regional após meses de baixa, enquanto avaliação nacional permanece majoritariamente negativa

(Dados e elaboração: Quaest)

O que era perceptível nas ruas e nas redes tomou forma nos gráficos. A guerra tarifária, tendo o Brasil como alvo político de Donald Trump, angariou apoio ao governo. O presidente Lula vinha patinando em pista de gelo fino, onde não se via com bons olhos mesmo medidas que reorganizaram a gestão pública. 

O risco de afundar no lago gelado ainda é considerável, mas, diante da má vontade da maioria dos eleitores, ver o jacaré da desaprovação fechando a boca é facho da viabilidade da reeleição.

No ambiente polarizado, o ganho de um lado, por menor que seja, reflete na perda do outro. A pesquisa constatou o "tiro no pé" do filho do ex-presidente. 

Os entrevistados não acreditam na possiblidade de Trump conseguir reverter a inelegibilidade de Bolsonaro ( 55% a 36% ).

As ações de Eduardo Bolsonaro, de acordo com a pesquisa, seriam em defesas dele próprio e da família (69%) e não em defesa dos interesses do Brasil ( 23%).

 A nova pesquisa de opinião pública sobre o governo Lula, realizada pela Genial/Quaest e divulgada em 20 de agosto, revela um cenário de recuperação regional da aprovação presidencial, embora o índice nacional de avaliação negativa ainda permaneça predominante.

O levantamento, conduzido entre 17 e 23 de agosto com 2.004 pessoas em todo o país e margem de erro de 95% de confiança, aponta para uma melhora significativa da aprovação presidencial em regiões-chave do país.

No Nordeste, tradicional reduto eleitoral do PT, a aprovação do governo saltou de 53% para 60% entre julho e agosto, revertendo uma queda de seis pontos percentuais registrada entre janeiro e julho deste ano.

A recuperação mais expressiva ocorreu na região Sudeste, considerada estratégica por concentrar o maior colégio eleitoral do país. Após meses de baixa popularidade, a aprovação retornou ao patamar de janeiro, atingindo 42% - um crescimento de 10 pontos percentuais desde maio, período em que o impacto do "tarifaço" se intensificou. Apesar da melhora, a desaprovação ainda supera a aprovação na região, mantendo-se em 55%.

Nas regiões Sul e Centro-Oeste/Norte, embora tenha havido crescimento acima da margem de erro, os índices de aprovação permanecem distantes dos de desaprovação, que se mantêm em 61% e 53%, respectivamente.

No cenário nacional, a avaliação do governo Lula continua sendo predominantemente negativa, com 39% dos entrevistados avaliando o governo de forma desfavorável - uma ligeira alta em relação aos 37% registrados em janeiro, mas com tendência de queda após atingir o pico de 43% em maio.

A avaliação positiva estabilizou-se no mesmo patamar de janeiro (31%), mostrando sinais de recuperação depois de ter atingido o ponto mais baixo em maio, com 26%. Já a avaliação regular apresentou pequena oscilação para baixo, de 28% para 27% entre janeiro e agosto, mantendo-se estável ao longo do ano.



(Dados e elaboração: Quaest)


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