Ministro diverge dos anteriores depois de cerca de 11 horas de declaração de voto em que desmonta tese da PGR
O terceiro voto da Primeira Turma divergiu radicalmente da compreensão da Procuradoria-Geral da República - PGR, para a qual houve um plano de tomada de poder que começa com o ataque verbal ao Judiciário, às urnas e termina com a invasão das sedes dos três poderes.
A posição de Fux surpreendeu os colegas. Era esperado que ele não acompanhasse a tendência de punição severa que indicava o julgamento da Primeira Turma. No entanto, ele iniciou o voto às 9 h da manhã defendendo que o STF não seria o foro adequado para os acusados, uma vez que já não estavam nos cargos que os colocariam em foro privilegiado.
Após cerca de 13 horas de voto, nesta quarta-feira (10/9), o ministro Luiz Fux ainda votou pela absolvição de outros cinco réus do Núcleo Crucial. Ele condenou Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e o general Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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