Advogados questionam provas, alegam cerceamento de defesa e miram delação de Mauro Cid
| Julgamento do Núcleo Crucial (Rosinei Coutinho/STF) |
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (3/9) as sustentações orais das defesas dos oito réus apontados como integrantes do núcleo central da tentativa de golpe de Estado. No segundo dia da fase, falaram os advogados do general da reserva Augusto Heleno, do ex-presidente Jair Bolsonaro, do general Paulo Sérgio Nogueira e do general Walter Braga Netto.
As defesas repetiram a estratégia de contestar a legalidade das provas reunidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República e alegaram restrições ao direito de defesa, incluindo volume excessivo e entrega tardia de documentos. No caso de Bolsonaro, os advogados ressaltaram que o ex-presidente assegurou a transição de governo e não promoveu medidas de exceção.
Críticas foram outro ponto recorrente à delação do tenente-coronel Mauro Cid, considerada frágil e marcada por versões contraditórias. A defesa de Braga Netto chegou a apontar sete mudanças no depoimento do ex-ajudante de ordens.
Já Paulo Sérgio Nogueira buscou afastar suspeitas diretas, apresentando sua atuação como contrária a qualquer intento golpista e de aconselhamento pelo respeito ao resultado eleitoral.
Com o encerramento das falas dos advogados, o julgamento será retomado na próxima terça-feira (9), às 9h, com a leitura do voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, seguida pelos demais integrantes da Turma.
A argumentação dos cabeças da trama golpista indica que o caso irá além do que gostaria o STF.
A análise está nesta quinta-feira, em Ponto Incomum. Receba o texto por e-mail ou acesse diretamente o site.
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