Aos 34 anos, democrata socialista se torna o primeiro muçulmano a comandar a cidade e impõe revés político a Donald Trump
| Zorhan Mamdani (reprodução/web) |
Mamdani derrotou o ex-governador Andrew Cuomo, que concorreu como independente com apoio do presidente Donald Trump, e o republicano Curtis Sliwa.
Sua campanha focou no alto custo de vida, prometendo congelar aluguéis, criar ônibus gratuitos e supermercados públicos.
A eleição registrou participação recorde, a maior desde 1969, impulsionada por eleitores jovens. Trump chamou Mamdani de "comunista" e ameaçou cortar verbas federais .
Em seu discurso, o prefeito eleito declarou: "Nova York continuará sendo uma cidade de imigrantes" e confrontou diretamente Trump.
Mamdani obriga Partido Democrata a rever estratégia
A postura francamente progressista e combativa de Mamdani preocupava o partido Democrata, que, desde a primeira eleição de Trump, priorizava perfis moderados no enfrentamento à onda conservadora alastrada pelo país.
O imigrante de Uganda, de pai africano e mãe indiana, se tornou conhecido por meio de uma campanha centrada nos vídeos nas redes sociais.
As pesquisas indicavam a vitória do democrata, mas a diferença surpreendeu. A imprensa dos Estados Unidos chama de surra os quase 51% dos votos em 98% do total apurado, contra 7% de Sliwa e 10 pontos percentuais acima de Cuomo.
As propostas, ousadas para o coração capitalista dos Estados Unidos, se concentraram nos aspectos econômicos que forçariam a a uma redistribuição de renda. As chamadas pautas identitárias ficaram em segundo plano.
Somado a outras derrotas expressivas do trumpismo em outras cidades de estados estratégicos, o resultado lança esperança aos democratas nas eleições do ano que vem, quando serão renovados os assentos do Legislativo.
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