Mercosul e UE fecham acordo após 25 anos

  Von der Leyen desembarca no Paraguai segunda para assinatura simbólica de tratado comercial histórico que reduz tarifas

Ri, von de Leyen! (reprodução/ redes sociais)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, selará na próxima segunda-feira (12 de janeiro) em Assunção o acordo comercial Mercosul-União Europeia, negociado desde 1999. O documento, que elimina progressivamente barreiras alfandegárias entre os blocos, representa uma resposta europeia ao protecionismo americano.


A Itália, inicialmente resistente, aderiu após conquistar salvaguardas. A França mantém sua posição contrária, mas sua ausência não impede o avanço: o número necessário de países e população já foi atingido.


Das importações brasileiras na Europa, 95% dos bens terão tarifa zero em até 12 anos. Do lado do Mercosul, 91% dos produtos europeus chegarão com alíquota zerada em até 15 anos. Produtos agrícolas contarão com cotas de tarifas reduzidas, com a exigência de comprovação de origem legal.


O vice-presidente Geraldo Alckmin projetou entrada em vigência em 2026, após aprovação nos Congressos dos quatro países do Mercosul e no Parlamento Europeu. O governo federal comemora o feito; indústria e agronegócio se mantêm cautelosos.

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