O que esperar do jogo Brasil X Japão
| Reprodução/Fifa |
Das possibilidades do Brasil na próxima fase da Copa do Mundo, a melhor. A seleção que mais facilmente bateria o Brasil, ainda engrenando, a Holanda, foi pro lado de lá da chave. Toc, toc, toc, pé de pato, mangalô, três vezes.
De alaranjado no meio do caminho, basta o presidente dos Estados Unidos. Eles que se virem com França e Espanha, mais prováveis no cruzamento das chaves. Do lado de cá, México, Noruega e Argentina, se prevalecer a lógica. Mas antes, o Japão.
Dos três possíveis adversários, a Suécia se mostrou menos poderosa. Fraca, não. Os nórdicos são pesados, fechados, jogam por uma bola de contra-ataque, chatos de enfrentar. Ficaram em terceiro ao empatarem em 1X1 com o Japão, time mais alegre, solto e criativo.
A seleção oriental é leve, valoriza o drible, tem variações táticas surpreendentes e é veloz, além da marcante disciplina. Amadureceu. É uma seleção com dna brasileiro, do tipo que joga e deixa jogar. Para o time de Ancelotti, enfrentar este mexidinho de esquema europeu com estilo verde-amarelo permite explorar as qualidades de Vini, Cunha e Rayan.
Douglas Santos e Danilo se apresentaram na última partida em nível bastante para travar os avanços dos laterais, uma das armas nipônicas. A chave do controle do jogo deve ser o fôlego do provável trio do meio, Bruno Guimarães, Casemiro e Paquetá. Rapidez na transição, nos deslocamentos e na troca de passes pelo setor é outra característica do adversário.
Para uma vitória convincente, o Brasil precisa evoluir ainda mais. Especialmente nas viradas de bola, triangulações nas alas e exploração da linha de fundo. Na equipe, pode haver lugar para Endrick. Ele tem poder ofensivo e vitalidade para ajudar na marcação. Não é partida para Neymar.
(Texto extraído de Ponto Incomum)
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