Morre intelectual e artista que ensinou Brasil a rir e pensar ao mesmo tempo
| L.F. Veríssimo (arquivo/divulgação) |
Luís Fernando Veríssimo tinha pedigree, e fez jus ao talento do pai com a pena nas mãos. Com mais graça do que riso. Veríssimo mesmo quase não ria nem das joelhadas do analista de Bagé, o psicanalista cujo tratamento de choque curava qualquer tipo de crise de identidade nacional.
O escritor, chargista, músico, cronista e torcedor do Internacional trespassou mídias e linguagens até tornar-se popular, sem arranhar sua privacidade nem distorcer seu ponto de vista. Deixara de trabalhar em 2021, depois de um AVC e da manifestação do Mal de Parkinson.
Morto aos 88 anos, ele estava internado em Porto Alegre, onde tratava de complicações decorrentes de pneumonia.
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