Desocupação, subutilização e desalento atingem novas mínimas, com ocupação e rendimentos em alta recorde
| Ilustração: Blog do Lívio Lamarca |
A taxa de desocupação no Brasil atingiu seu menor nível desde o início da série histórica em 2012, chegando a 5,6% no trimestre encerrado em setembro de 2025.
O resultado representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,8%) e uma redução ainda mais expressiva de 0,8 ponto percentual quando comparado ao mesmo período de 2024 (6,4%). Os números são do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
O contingente de desocupados também alcançou seu recorde negativo, com apenas 6,0 milhões de pessoas sem trabalho. Esse número é o menor já registrado na série, representando uma diminuição de 3,3% no trimestre (209 mil pessoas a menos) e uma queda significativa de 11,8% no acumulado do ano (809 mil pessoas a menos).
População subutilizada é a menor desde 2014
A taxa composta de subutilização chegou a 13,9%, novo recorde baixo da série histórica. O indicador recuou 0,5 ponto percentual frente ao trimestre anterior (14,4%) e 1,8 ponto percentual na comparação anual (15,7%).
A população subutilizada também atingiu seu menor patamar desde dezembro de 2014, totalizando 15,8 milhões de pessoas. Essa redução representa uma queda de 4,0% no trimestre (664 mil pessoas) e de 11,4% no período de um ano (2,0 milhões de pessoas).
2,6 milhões sem esperança por trabalho
Em dado especialmente positivo, a população desalentada chegou a apenas 2,6 milhões de pessoas, o menor contingente desde dezembro de 2015. O indicador manteve estabilidade no trimestre, mas apresentou queda expressiva de 14,1% no ano (434 mil pessoas a menos). O percentual de desalentados em relação à população fora da força de trabalho recuou para 2,4%, com redução de 0,4 ponto percentual na comparação anual.
102,4 milhões de brasileiros têm trabalho
A população ocupada manteve-se em 102,4 milhões de pessoas, apresentando estabilidade no trimestre, mas crescimento de 1,4% no acumulado do ano, com adição de 1,4 milhão de trabalhadores.
O nível de ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) ficou em 58,7%, sem variação significativa na comparação trimestral (58,8%) mas com aumento de 0,3 ponto percentual no período anual (58,4%).
Setor privado com carteira assinada cresce 2,7%
O número de empregados no setor privado atingiu o recorde da série histórica, com 52,7 milhões de pessoas, embora sem variações significativas no trimestre ou no ano.
Mais expressivo ainda, o número de empregados com carteira assinada no setor privado (inclusive trabalhadores domésticos) também estabeleceu novo recorde, chegando a 39,2 milhões de pessoas. Este indicador apresentou alta de 2,7% no ano, com adição de 1,0 milhão de trabalhadores formalizados.
Já o emprego sem carteira no setor privado recuou 4,0% no ano (569 mil pessoas a menos), totalizando 13,5 milhões de pessoas.
Massa salarial ultrapassa R$ 354 bilhões
O rendimento real habitual de todos os trabalhos estabeleceu novo recorde, chegando a R$ 3.507. O indicador manteve estabilidade no trimestre, mas cresceu 4,0% na comparação com setembro de 2024.
A massa de rendimento real habitual também bateu recorde histórico, atingindo R$ 354,6 bilhões. O indicador apresentou estabilidade trimestral e alta de 5,5% no acumulado do ano, representando adição de R$ 18,5 bilhões em rendimentos totais.
Setor público e autônomos crescem
O emprego no setor público totalizou 12,8 milhões de pessoas, com estabilidade no trimestre e alta de 2,4% no período anual (299 mil pessoas).
Os trabalhadores por conta própria somaram 25,9 milhões, mantendo estabilidade trimestral, mas crescendo 4,1% no ano, com adição de 1,0 milhão de empreendedores individuais.
Informalidade cai e força de trabalho sobe
A taxa de informalidade foi de 37,8% da população ocupada, representando 38,7 milhões de trabalhadores em situação informal. O indicador manteve estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas reduziu comparado aos 38,8% de setembro de 2024 (39,2 milhões de informais).
O contingente total na força de trabalho (ocupados e desocupados) chegou a 108,5 milhões de pessoas no trimestre, com crescimento de 0,5% no período anual (566 mil pessoas a mais).
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