Anúncio oficial de videoconferência de 30 minutos retrata abertura de diálogo, mas designado dos EUA é secretário identificado com bolsonarismo
| (Reprodução Bluesky) |
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiveram nesta segunda-feira (6/10) uma videoconferência de cerca de 30 minutos em tom descrito pelo Palácio do Planalto como "amistoso" e considerado "positivo do ponto de vista econômico" pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A divulgação ocorreu pelas contas do presidente Lula nas redes sociais. De acordo com ele, o principal tema da conversa foi a solicitação de Lula pela eliminação da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros, além da revisão de medidas restritivas aplicadas contra autoridades do país.
"Esta é uma oportunidade para restaurarmos 201 anos de relações amigáveis entre as duas maiores democracias do Ocidente", declarou o presidente brasileiro, que também lembrou ser o Brasil um dos três países do G20 com os quais Washington mantém superávit comercial na balança de bens e serviços.
A ligação partiu de Trump, que designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para liderar as negociações com a equipe econômica brasileira. Rubio terá como interlocutores diretos o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro Fernando Haddad. Rubio seria um dos interlocutores dos bolsonaristas em Washington.
Os dois líderes relembraram a "boa química" do encontro que tiveram em setembro passado, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e acordaram realizar um encontro presencial em breve. Lula sugeriu que a reunião aconteça durante a Cúpula da ASEAN, prevista para ocorrer na Malásia, e renovou o convite para que Trump participe da COP30, marcada para 2025 em Belém, no Pará.
Em gesto destacado pelo governo brasileiro, Lula enfatizou sua disposição para viajar a Washington "quando for conveniente", sinalizando abertura para acelerar as negociações bilaterais. Os presidentes trocaram números de telefone pessoal e acertaram manter uma linha direta de comunicação enquanto suas equipes trabalham para destravar os entraves comerciais e fortalecer a cooperação entre os dois países.
Ainda não há data confirmada para o próximo compromisso presencial entre Lula e Trump. O presidente estadunidense publicou em suas redes sociais que se encontrariam em "futuro não muito distante" nos Estados Unidos e no Brasil.
(com informações da Agência Brasil)
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