Bolsonaro fica preso em casa

 Moraes estende prisão domiciliar por tempo indeterminado


Jair Bolsonaro (Fabio Rodrigues-Pozzebon/Ag. Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3/7) prorrogar o prazo da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ex-presidente continuará sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica e só poderá receber visitas com autorização do ministro, que é relator do caso. Também está proibido de usar celular e acessar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros, além de gravar vídeos para a internet. Agentes da Polícia Militar do Distrito Federal vão fazer a segurança da casa para evitar fuga.

Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária para tratar uma pneumonia bacteriana.

Moraes também determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de dez pistolas e espingardas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A defesa terá prazo de 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal (PF).

A expectativa era do retorno do condenado ao presídio da Papuda, no Distrito Federal.  O ministro, no entanto, avaliou não ter havido falta grave que justificasse o ato.

"Inexistindo a prática de qualquer falta grave durante o período em que o custodiado encontra-se em prisão domiciliar humanitária, não permanecem presentes os fatores impeditivos indicados"

Moraes não fixou prazo para o fim da prisão domiciliar. 


 

 

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