Juros caem a 14,25% ao ano para equilibrar controle da inflação e apoio à economia em cenário externo adverso e manutenção da taxa nos EUA
| Foto: Daniel Dan |
O Banco Central reduziu a Selic para 14,25% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu continuar o ajuste dos juros, mas com cautela, para equilibrar controle da inflação e apoio à economia e ao emprego.
O cenário externo pesou na decisão pelo corte mínimo de 0,25 p.p.. Não há, segundo o comitê, acordo claro para acabar com os conflitos no Oriente Médio. Os choques já pressionam as finanças globais e aumentam a volatilidade de preços de petróleo e alimentos. O Brasil, como país emergente, precisa de cautela.
No Brasil, destacaram que a economia acelerou no primeiro trimestre, com setores cíclicos crescendo e o mercado de trabalho resistente, mas a inflação acelerou nas últimas leituras, afastando-se da meta e ultrapassando o limite superior. As expectativas de inflação seguem acima da meta: 5,30% para 2026 e 4,10% para 2027 (Focus). O Copom estima 3,7% para o 4ºtri/2027.
Apesar dos riscos embutidos de alta do petróleo e energia, clima adverso na agricultura, inflação de serviços resistente e câmbio fraco, a desaceleração da economia no Brasil ou no mundo e queda nos preços de commodities ajudaram a definir o percentual aplicado.
Sinais de desaceleração
O comunicado do Copom diz que os juros altos já desaceleraram a economia, abrindo espaço para reduzir a Selic sem perder o foco na inflação. A magnitude do ciclo dependerá do desenrolar dos acontecimentos citados, ressalta o comitê em nome da cautela. A decisão foi unânime entre os sete membros.
Estados Unidos mantêm os juros
Pela quarta vez consecutiva, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. Esta foi a quarta reunião consecutiva sem alterações. A decisão foi anunciada também nesta quarta-feira (17/6).
A manutenção das taxas ocorre sob a presidência de Kevin Warsh, que assumiu o comando do Federal Reserve (Fed) em maio. O Fed destacou que a economia dos EUA continua crescendo em ritmo sólido e o mercado de trabalho permanece resiliente, apesar das incertezas geopolíticas e da consequente pressão inflacionária relacionada aos preços de energia.
O anúncio do encaminhamento de um acordo na guerra do país contra o Irã levou à queda do preço do barril do petróleo.
A nota do Copom, na íntegra, aqui.
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