STF retorna do recesso com apoio a Moraes e críticas a ataques externos

Juízes e autoridades reforçam soberania inegociável e conduta ilibada de julgamento réus por trama golpista.

Barroso e Moraes no retorno ao trabalho (Fábio Rodrigues-Pozzebom/Ag. Brasil) 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, iniciou, nesta sexta-feira (1º/8), a primeira sessão plenária da corte, após o recesso de julho, com um discurso de apoio ao colega de toga, o ministro Alexandre de Moraes.

“Nem todos compreendem os riscos que o país correu e a importância de uma atuação firme e rigorosa, sempre dentro do devido processo legal”, disse ele referindo-se ao trabalho do colega na Corte.

Além de Barroso, discursaram o ministro Gilmar Mendes, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Todos prestaram solidariedade ao ministro Alexandre de Moraes, sancionado pelo Tesouro americano através da Lei Global Magnitsky.

O relator das ações contra os réus envolvidos com a tentativa de golpe tem sido o alvo principal dos bolsonaristas.

O discurso do ministro da Primeira Turma do STF foi o mais contundente contra os ataques dos Estados Unidos e do filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O deputado federal, desde março em Washington, tem alardeado ser o responsável pelo tarifaço contra os exportadores brasileiros e pelas retaliações ao Judiciário.

Sem declinar nomes durante a fala, por cerca de meia hora, Moraes chamou de “traidores da pátria” aqueles que articulam medidas prejudiciais à economia do Brasil junto ao governo dos Estados Unidos. Também afirmou que a conduta vista atualmente é comum a “milicianos do submundo do crime”.

Veja a íntegra do discurso de Alexandre de Moraes em plenário no retorno do recesso:


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