Brasileirão tem mais treinadores demitidos do que vitórias de 17 times da série A

 Apenas Flamengo e Palmeiras superam as demissões na temporada 2025 do campeonato

Abel, o esparadrapo idolatrado (Ricardo Duarte/Internacional)

Dois meses, três vitórias, cinco empates, cinco derrotas e a segunda demissão de Ramón Diáz na temporada do Brasileirão. O argentino chegara ao Inter com a bagagem de salvar campanhas medíocres do rebaixamento.

A sapecada tomada do Vasco da Gama de 5X1 deixou a equipe gaúcha na dependência de duas vitórias nos últimos dois jogos do campeonato para deixar a zona de rebaixamento.

O treinador foi demitido no mesmo sábado (29/11) da goleada sofrida, levando com ele o filho e auxiliar Emiliano Díaz, os assistentes Osmar Ferreyra e Bruno Urribarri, além do preparador físico Diego Pereira e do analista de desempenho Juan Romanazzi.

Abel, esparadrapo e ídolo do clube, volta para assumir a missão de Díaz. No afã de mostrar serviço para a torcida e chacoalhar a equipe, queimou filme na primeira entrevista coletiva.

"Eu não quero a porra do meu time treinando de camisa rosa, parece time de viado".

Depois de alertado sobre a misoginia, o treinador foi às redes sociais para se desculpar.

“... reconheço que não fiz uma colocação boa sobre a cor rosa durante a minha coletiva. Antes que isso se prolifere, peço desculpas. Cores não definem gêneros. O que define é caráter.”

O técnico tenta em três dias afinar o time que enfrentará o São Paulo na Vila Belmiro, na quarta-feira (3/12). O destino do colorado só deve se definir no último jogo pelo Brasileirão, contra o Red Bull Bragantino, em casa.

A saída de Díaz  foi a 17ª demissão de treinadores em 36 rodadas do Campeonato Brasileiro. Ele e Carille foram demitidos duas vezes este ano. Por resultados diretos na série A, foram 15
nomes. Confira:

Além deles, outros dois treinadores foram dispensados de clubes da série A na disputa de outros campeonatos. Thiago Carpini, do Vitória, na Copa do Nordeste, e Renato Paiva, do Botafogo, na Copa do Mundo de Clubes.
Estão fora desta conta os diretores do tricolor paulista demitidos na semana passada.

São Paulo perde diretoria para preservar treinador

O Inter não está só na crise. O São Paulo, após a também vergonhosa goleada sofrida de 6X0 para o Fluminense, demitiu o segundo escalão da cartolagem. Saíram o diretor de futebol Carlos Belmonte Sobrinho e os adjuntos Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Abrogi.

O movimento de satisfação à torcida desestabilizou o clube, ainda que o executivo Rui Costa e o coordenador Muricy Ramalho continuem no comando do futebol. A blindagem ao técnico Hernán Crespo não traz segurança ao time, longe da zona do rebaixamento e ainda esperançoso quanto a uma vaga à Libertadores.

Grande parte do time está no departamento médico. Os demitidos criticam a presidência por privilegiar a redução da dívida do clube a investir na equipe. Júlio Casares, no comando do clube, afirma que Crespo estará na equipe em 2026.

Soa como pressão pelos dois jogos finais. Há movimento no clube pelo impeachment de Casares.

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